(Por Rodrigo Santos)
Todos sabem da corrupção institucionalizada que é o contrato dos estagiários de ensino da rede pública. Enquanto que há no papel: “auxiliar de professor / ajudar a preencher cadernetas”, na verdade, nós somos os próprios professores e nós é que preenchemos as cadernetas. O estagiário não pode dar aula e todos terem se acostumado com isso, tendo inclusive uma estrutura já feita para tal ação, é o que eu chamo de corrupção institucionalizada. Isto não acontece somente conosco da educação, acontece muito no Brasil, em vários setores. Por exemplo, acontece com um trabalhador que tem em seu contrato "auxiliar de portaria", enquanto que sua função na prática é mesmo ser porteiro; este tipo de corrupção permite ao patrão lhe explorar: pagar um salário menor que a sua função exercida. É exatamente isto que acontece com os estagiários da rede. Em um debate, eis que surgiu a idéia de se abrir um processo administrativo, junto ao Ministério Público, contra a Prefeitura do Recife e o Governo do Estado. De acordo com a lei, isto é plausível.
É só através de reivindicações que as condições melhoram, é bom lembrar. Foi com reivindicações que hoje temos a carteira de trabalho e, assim, um pouco dos direitos trabalhistas.
Todos sabem da corrupção institucionalizada que é o contrato dos estagiários de ensino da rede pública. Enquanto que há no papel: “auxiliar de professor / ajudar a preencher cadernetas”, na verdade, nós somos os próprios professores e nós é que preenchemos as cadernetas. O estagiário não pode dar aula e todos terem se acostumado com isso, tendo inclusive uma estrutura já feita para tal ação, é o que eu chamo de corrupção institucionalizada. Isto não acontece somente conosco da educação, acontece muito no Brasil, em vários setores. Por exemplo, acontece com um trabalhador que tem em seu contrato "auxiliar de portaria", enquanto que sua função na prática é mesmo ser porteiro; este tipo de corrupção permite ao patrão lhe explorar: pagar um salário menor que a sua função exercida. É exatamente isto que acontece com os estagiários da rede. Em um debate, eis que surgiu a idéia de se abrir um processo administrativo, junto ao Ministério Público, contra a Prefeitura do Recife e o Governo do Estado. De acordo com a lei, isto é plausível.
É só através de reivindicações que as condições melhoram, é bom lembrar. Foi com reivindicações que hoje temos a carteira de trabalho e, assim, um pouco dos direitos trabalhistas.
Para reivindicar, no nosso caso agora, é necessária bastante organização e este site pode ser um começo, ok?
Um comentário:
Conversando com um professor, descobri que já entraram com este recurso (processo junto ao Ministério) e que a prefeitura do Recife alega que, em sua gestão, diminuiram o número de estagiários e aumentaram o número de professores com contratos firmados. Porém, ao que parece, o que se deve fazer é aumentar o número de professores, mas sem reduzir o de estagiários.
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